nao havia nela nenhum sim categórico.
um poço de evasão,cheiro de mulher,um abuso de poder.
minha vida já antes entrelaçada,pro mundo razão de desgosto,era pra ela justificativa bastante pra um sim.
mulher adulta que é,diz sim aos meus carinhos..menina que se mantém,foge dos meus afetos.
nao me faz pedidos….sugere suas vontades,com a delicadeza de quem te aconselha a acertar.
tem arte no corpo e no gesto,se movimenta a 24 quadros por segundo,em mãos delicadas,em corpo farto,num sorriso que me desmonta,num jeito de olhar que me desalinha.
Me deixa brincos coloridos…eventualmente ou não ,sempre te encontro na sua ausencia.
Fios dourados no travesseiro.
Perfume em minha roupa.
Seu nome em meus ouvidos.
Amiúde.
maio 10, 2011era casa.era jardim.
julho 26, 2010era carro.W3.L2?
eram as drogas que eu nao usei.
eram dores dos outros,eram perpectivas minhas.
ela,aflita,me perguntou oq eu diria,oq eu faria…se a mulher q eu chamo de minha resolvesse que pertencer nao tinha em si teores de exclusividade.
eu sabia que me doeria.
mas sabia também do quanto eu nao sabia pertencer.
disse oq eu diria pra mim…
apesar de hoje desconhecer sabores que nao os do corpo que eu pretendo meu,tive meus momentos de ser do mundo.
de pertencer…a mim.
“nao se deixe doer se eu andar por outras partes;
a parte que é sua,e que me cabe…eu carrego,em mim…por toda parte.”
Foi assim que eu respondi pra alguem que nao vai sentido algum na partilha sobre o significado real de partilhar.
McBrasil.
junho 29, 2010surgiu em um pedacinho de papel,tímido…
através de um portador.
sem rosto,era só morena,e de oculos vermelhos.
era sem nome.
tão inusitados quanto o espaço em que me apareceu foram meus sentidos depois de conhecer os dela.
eu que era tão blindada em abstrações…eu,tão certa de que só fazia sentido ter o mundo pra chamar de meu,descobri em uma mistura de etnias,certas definições;simples como são os sorrisos.
eu toda palavra e ela toda silencio.
eu convicta que era,me derreto hoje em dia,por um sorriso e um par de covinhas.
tão ela,tão dela.
acho que há tempos meus sorrisos nao eram tao honestos.
declaro terminantemente fechadas,minhas portas pro desalinho.
que se deixe olhar.
maio 14, 2010Nos falta tempo.
a meia luz a sos,a duas.
me pego olhando pra lençóis tão meus…já seus.
se esforça pra processar oq eu te digo,eu me esforço,me interesso,e ao avesso…ouço teu silêncio.
eu,inteira elemento que fala…
você;que cala.
você simetrica,toda ordem.
eu toda caos.
você,pele de veludo,eu,arte na pele.
leite e canela.
te encontro..reencontro?
nos vemos;você ajeita seus óculos,eu,o meu moicano.
existe algo entre nós…?
mas como prometido,nao te nomeio em mim.
Pas.seio
maio 4, 2010pouco papo,muito riso,indiretas,diretas…
dança comigo?
danço mal,dança mal.
(so nos serve a um proposito nada musical)
“vamo dá uma volta?!”
“vamo,deixa eu pegar minha bolsa…”
(penso) “Bolsa pra q?!enfim…”
Lataria do carro,bocas unidas,mão no cabelo,e onde mais puder e a pergunta que nao quer calar:
“na sua casa ou na minha?!”
Pernambacana.
abril 29, 2010Era ela,morena,morango…era toda nordeste;
Morena..ainda era?tempo passado,beijo roubado,abraço do acaso.
me mordia,se pintava…vivia;
a arte em cada veia,em cada verso,em cada gesto.
a saia rodada,a cor de canela,o sol colorindo(mais) o corpo dela.
Me diz agora,e me diz mais do que por acaso,que me espera,que vela,que me quer de novo.
um beijo.
um chêro?
se desenhando com vc em minha parede,meus olhos fechados e a memória doce do teu sorriso moreno.
Regaço
abril 28, 2010Nao te deixes,nao me deixes,nao te deites.
Nao caminhe em meu oposto,nao feche teus olhos pra nao ver meu rosto.
Lembra do meu gotso,mas nao lembra(por favor,nao lembra)nao lembra com desgosto.
Nao tire seus oculos pra encontrar os meus numa forma errante.
Renova teu destino,remove oq houver de pedra do sal em nosso caminho,reconhece que seu apreço tem espinhos.
Conserta nosso concerto,deixa tocar a musica desse acerto…
De contas.
das contas do teu colar,dos cachos do teu cabelo,dos seus braços que me afastam e dos seus quadris que me afagam;
Desde o dia em que meus dedos te caminharam em percursos senis,desde que senti em minhas mãos sua postura e seus contornos vis…
Me puno por teu silencio,faço minhas as dores e culpas suas.
E cato…as gotas de amor que o sonho a distancia te obriga a entornar no chão.
[aconselha-nus]
abril 25, 2010” ainda é cedo amor…”
“ouça-me bem amor”
“preste atenção,querida.”
sua alma te(me) atrapalha.
.
deixa que meu corpo se entende (e se ocupa)com o seu.
Barulhinho Bom
abril 20, 2010Lava,leva teu silencio.
De tudo fica um pouco;
Um pouco do teu perfume,um pouco do teu medo,um pouco do teu silencio,do seu susto,das formas do seu busto…fica um pouco da sua confusao,do seu conflito,do seu arbítrio.
Fica um pouco do teu sufoco,teu barulho rouco; barulhinho bom.
Ficam abracos partidos,ficam sabores,ficam mamilos em riste.
De tudo fica…fica um pouco?!
Fica a delicia de nao precisar te nomear em mim.
sem mais,nem menos…fica,mas fica pouco.
“Onde Brilhem os Olhos Teus”
março 21, 2010Em mãos,meu prazer,a doçura de ter nas mãos.
Nos seus caminhos diversos,sinuosos,tortuosos,abrilhantados,vazios de mim.
Nos seus olhos de aquário,onde nadam e convivem todas as minhas sensações.
Na sua fúria de dizer sim aos meus carinhos,e nao aos meus cuidados.
De cuspir no meu zêlo todos os seus ares de soberania,toda grosseria que eu nunca vi nos seus gestos.
Você como regente da orquestra de nós,de nuas,da musica de duas.Você,quadris como cálice de leite,você de quem eu nao exijo nem que me respeite.
Da sua boca saem milhões de soluções,mas nenhuma delas me interessa.
Te espero,quero,em minha pele,essa boca dizendo meu nome.